O goleiro Dida é, provavelmente, o ídolo mais frio da história do Corinthians. O arqueiro, que jogou no alvinegro paulista por duas oportunidades, entre 1999 e 2000 e 2001 e 2002 não se assemelha a nenhum outro dos principais ídolos do clube.
O chamado "time do povo" sempre teve jogadores vibrantes, que comemoravam seus gols com a torcida, como faziam muitos atacantes e meias, ou que corriam muito em campo, como os volantes e laterais, ou até mesmo goleiros que gritavam e se exaltavam, como Ronaldo. Dida não se encaixa em nenhum destes papéis.
Dida era um goleiro frio, que dificilmente se exaltava. Sempre com poucas palavras, ele não aparecia muito em entrevistas, só falando o necessário e sempre demonstrando certa timidez.
A primeira coisa que chamava a atenção em Dida era sua altura. O goleiro tem 1,95m e isto o ajudava a exercer sua função com grande precisão.
O baiano nunca foi um goleiro que dava "pontes" espetaculares, ou fazia defesas espalhafatosas. Era muito comum ver Dida fechar o gol sem praticamente sujar seu uniforme, já que seu posicionamento era perfeito. Isto o ajudava a, inclusive, praticamente não sofrer gols de falta, já que conseguia se posicionar de maneira que fechava um lado do gol e ainda conseguia chegar ao outro com facilidade pela sua altura.
O grande trunfo que fez com que o arqueiro se tornasse grande ídolo da torcida, entretanto, era a sua capacidade em defender pênaltis. O goleiro se destacou neste quesito principalmente nas campanhas dos títulos Brasileiro de 1999 e o Mundial de 2000.
No Brasileirão, Dida defendeu, somente no mata-mata, três penalidades, as únicas cobradas contra sua meta durante o período. A primeira delas foi de Marcelo Souza, do Guarani. Depois veio o jogo mais marcante da carreira corintiana de Dida. Em 28 de novembro, o Corinthians venceu o São Paulo por 3 a 2 e, quando o placar já estava assim, o craque Raí teve duas oportunidades da marca da cal, mas acabou parando nas mãos do goleiro, que defendeu um pênalti em cada lado do gol.
Em 2000, ano do principal título da história alvinegra, Dida defendeu um pênalti do atacante francês Nicolas Anelka, do Real Madrid. Aquele jogo terminou 2 a 2 e, caso tivesse perdido, o Corinthians não teria ido à final.
Na final, inclusive, Dida defendeu o pênalti de Gilberto, na disputa de pênaltis, além de quase ter defendido a de Romário e ter visto Edmundo bater o seu para fora. Na hora do desperdício de Edmundo, inclusive, se vê toda a frieza de Dida, que saiu andando calmamente, sem parecer que havia acabado de se sagrar campeão mundial.
| Nome: | Nélson de Jesus Silva |
| Data de Nascimento: | 07/10/1973 |
| Posição: | Goleiro |
| Período no Corinthians: | 1999/2000 e 2001/2002 |
| Jogos: | 94 |
| Gols sofridos: | 122 |
| Títulos: | Campeonato Brasileiro de 1999, Mundial de Clubes da Fifa de 2000, Copa do Braisl de 2002 e Rio-São Paulo de 2002 |
Fonte: Leandro Sarhan, especial para a GE.Net São Paulo (SP)
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