Walter Casagrande Júnior teve uma ascensão meteórica no futebol profissional. Aos 18 anos, ainda sem ter atuado nos profissionais do Corinthians, o atleta foi para emprestado para a Caldense-MG, clube com o qual assinou o seu primeiro contrato profissional. Em Poços de Caldas, o atacante cabeludo, que tinha pinta de astro de rock, mostrou que merecia uma chance no Timão, marcando 19 gols ao todo, entre o Torneio Seletivo e o Campeonato Mineiro.
As boas atuações fizeram com que o jogador retornasse ao Parque São Jorge em 1982, desta vez para jogar na equipe profissional, ao lado de Sócrates, Biro-Biro, Wladimir, Zenon e Cia. Com este time, o Corinthians conquistou o Campeonato Paulista daquele ano e terminou em quarto lugar no Campeonato Brasileiro.
Paralelamente ao sucesso dentro de campo, os jogadores criaram a "Democracia Corintiana", movimento no qual cabia aos atletas, por meio do voto, decidir sobre assuntos como concentração, contratações, demissões e escalação da equipe, itens que anteriormente só ficavam a cargo dos dirigentes.
Em 1983, Casagrande conquistou o bicampeonato paulista com o Corinthians, mas logo a seguir se machucou e teve que passar por uma delicada cirurgia no menisco, fato que o tirou do restante da temporada.
No início do ano seguinte, Casagrande foi emprestado para o rival São Paulo para recuperar a forma. O Morumbi foi a casa do atacante por seis meses, tempo suficiente para marcar 11 gols e ser querido pela torcida tricolor.
Porém, a diretoria corintiana estava observando a evolução do atleta, e, logo na metade de 1984, Casagrande voltaria ao Timão, onde ficaria até o primeiro semestre de 86, quando foi vendido para o Porto, de Portugal, por US$ 1 milhão.
Logo na primeira temporada no exterior, Casagrande conquistou o título de clubes mais importante do mundo: a Copa dos Campeões da Europa, vencida em 1987. Apesar do sucesso em Portugal, o jogador aceitou na temporada seguinte uma proposta do Áscoli, time de menor expressão da Itália, e permaneceu brigando na parte debaixo da tabela (tendo inclusive caído para a segunda divisão italiana) durante quatro anos.
Em 1991, após recolocar o Áscoli na primeira divisão, Casagrande se transferiu para o Nápoli. As contusões perseguiram o atacante no novo clube, mas não o impediram de atuar por dois anos na equipe titular, tendo inclusive vencido a Copa da Itália de 1993.
Naquele mesmo ano, Casagrande voltaria ao Brasil após oito anos de Europa. O destino foi o Flamengo, onde teve uma passagem rápida, prejudicada pelos joelhos inflamados.
Um fato, no entanto, acelerou sua despedida do futebol carioca. No Campeonato Brasileiro de 1993, Flamengo e Corinthians se enfrentaram no Pacaembu. Mal começou a partida, e a Fiel torcida cantou: "Volta, Casão. Seu lugar é no Timão" alternando para "Doutor, eu não me engano. O Casagrande é corintiano".
O Corinthians venceu o jogo por 2 a 1, e o gol flamenguista, por ironia do destino, foi de Casagrande, que não escondeu a emoção de reencontrar a torcida corintiana. "Eu me preparei a semana inteira para ser hostilizado de todas as formas possíveis. Meia hora depois do jogo eu ainda estava emocionado", lembra.
Naquele dia ficou claro que o retorno ao Corinthians era questão de tempo, e ele aconteceu logo no início de 1994. Agora um homem de mais de 30 anos, experiente e chegando ao final de sua carreira, Casagrande atuou ao lado de então promessas do clube, como o atacante Marques e o recém-contratado Marcelinho Carioca.
Ao fim daquela temporada o jogador se retirou dos gramados, mas até hoje o ex-goleador dá mostras sobre o seu conhecimento sobre futebol, já que virou comentarista de TV.
| Nome: | Walter Casagrande Júnior |
| Data de Nascimento: | 15/04/1963 |
| Posição: | Centroavante |
| Período no Corinthians: | 1982 a 1986 e 1994 |
| Jogos: | 256 |
| Gols: | 103 |
| Títulos: | Campeonatos Paulistas de 1982 e 1983 |
Fonte: http://www.gazetaesportiva.net
Adriano Garrett, especial para a GE.Net

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