quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

ÍDOLO DO CORINTHIANS - CLÁUDIO

É difícil imaginar uma estreia melhor do que essa para um jogador do Corinthians. Em um clássico contra o Palmeiras, em que tudo levava a crer que o placar não sairia do zero, o novato bate um escanteio e faz um gol olímpico, que dá números finais ao placar: 1 a 0 para o Timão. Pois foi exatamente assim que Cláudio Christóvam de Pinho se apresentou para a Fiel, em uma partida disputada em 1945.
Antes de chegar ao Corinthians, Claúdio já havia passado pelos rivais Palmeiras e Santos. Mas foi no clube do Parque São Jorge, onde atuou por 12 anos, de 1945 até 1957, que o atleta se firmou como eterno ídolo. Com 305 gols, o ponta-direita é até hoje o maior artilheiro da história do Corinthians, 39 à frente de Baltazar, o Cabecinha de Ouro, jogador com quem atuou durante toda a passagem pelo Timão.
Além da dupla, quem completava o ataque que fez história no início da década de 50, conquistando seis títulos em quatro anos (os Paulistas de 1951, 1952, e 1954 e os Rio-São Paulo de 1950, 1953 e 1954) era Luizinho, o Pequeno Polegar.
Nesse trio ofensivo, que marcou a fase mais vitoriosa da história do Corinthians antes do jejum de 23 anos sem títulos (até a conquista do Campeonato Paulista de 1977), Cláudio também ganhou um apelido. Ele era chamado de Gerente, pela liderança que tinha em campo, característica que o levou a ser capitão do Timão por dez anos.
Apesar de todo o sucesso atuando pelo Corinthians, uma das maiores decepções da carreira de Cláudio foi a de não ter tido uma carreira maior na seleção brasileira. Campeão Sul-americano de 1949 com a camisa do time nacional (que até então era branca), o jogador não foi chamado para a Copa de 1950, no Brasil. O então técnico Flávio Costa preferiu levar Alfredo II, do Vasco, em seu lugar, fato que é lembrado até hoje como uma das maiores injustiças em convocações para Mundiais.
Cláudio fez sua última partida pelo Corinthians em 29 de dezembro de 1957, na última rodada do Campeonato Paulista daquele ano, completando 549 jogos com a camisa alvinegra. Ainda no Timão, ele se tornou técnico em 1958, após a saída de Oswaldo Brandão. Em 14 meses no cargo Cláudio não obteve sucesso, e foi demitido em 1959.
Após essa passagem, o ídolo corintiano ainda arriscou uma volta aos gramados para jogar pelo rival São Paulo, onde encerraria definitivamente a carreira, em 1960. Com a passagem pelo clube do Morumbi, Cláudio se tornou um dos poucos jogadores a atuar pelos quatro grandes times paulistas.
Mas não há dúvidas sobre em qual clube Cláudio Christóvam de Pinho fez mais história, como bem prova o busto, em sua homenagem, que o craque ganhou no Parque São Jorge.
O maior artilheiro da história do Corinthians, com 305 gols, morreu em 1º de maio de 2000, vítima de problemas cardíacos.
Nome:Cláudio Christóvam de Pinho
Data de Nascimento:17/07/1922
Posição:
Ponta-direita
Período no Corinthians:1945 a 1957
Jogos: 549
Gols:305
Títulos:Campeonatos Paulistas de 1951, 1952 e 1954 e Torneios Rio-São Paulo de 1950, 1953 e 1954

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