quarta-feira, 17 de setembro de 2014

IDOLO DO CORINTHIANS - DINO SANI

Ao chegar no Corinthians, em 1965, o volante Dino Sani já era um jogador consagrado nacional e internacionalmente. Campeão da Copa do Mundo de 1958, em torneio que foi reserva do santista Zito, Sani já havia feito carreira em grandes clubes como Palmeiras e São Paulo, no Brasil, e Milan, na Itália. Entretanto, o jogador provou nos seus quatro anos de Corinthians, de 1965 a 1968, que ainda tinha muito futebol para mostrar.
Mesmo com 32 anos quando chegou ao Parque São Jorge, idade avançada para os jogadores de futebol da época, Dino Sani formou com Roberto Rivellino uma das grandes duplas de meio-campo que o futebol brasileiro já teve.
Corintiano desde criança, o volante chegou ao Timão quando a equipe já estava há 11 anos sem ganhar um título (desde a conquista do Campeonato Paulista de 1954). Apesar do bom aproveitamento pelo Corinthians (66 vitórias, 21 empates e 29 derrotas), Dino Sani não conseguiu vencer um grande título pelo clube. A única conquista foi o Torneio Rio-São Paulo de 1966, quando o título foi dividido entre Corinthians, Santos, Botafogo e Vasco (esta conquista não é levada em conta na soma do jejum corintiano, que é contado de 1954 até 1977).
O bom desempenho de Dino Sani pelo Timão elevou o jogador ao posto de um dos maiores volantes da história do clube. Mesmo com 34 anos em 1966, o volante foi um dos 45 jogadores pré-convocados pela seleção brasileira para a Copa da Inglaterra, mas ficou fora da lista final.
No fim de 1968, quando tinha36 anos, Dino Sani encerrou a carreira no Corinthians e, contando com o prestígio que tinha no clube, virou logo em seguida o técnico do Timão, em 1969.
Na nova função, ele levou o clube do Parque São Jorge a pequenas conquistas, como o da Copa Costa do Sol, disputada em Málaga, em 1969, e do Torneio de Nova York, no mesmo ano, mas não conseguiu encerrar o jejum de títulos importantes do clube.
Apesar disso, o trabalho no Corinthians rendeu a Dino Sani um convite para dirigir a seleção brasileira, pouco antes da Copa de 1970. "O João Saldanha era uma pessoa espetacular e muito meu amigo. Por isso, quando ele foi afastado da seleção, achei uma injustiça e não poderia aceitar trabalhar no lugar de um amigo", explica o homem que rejeitou treinar um dos maiores times de todos os tempos.
Nome:Dino Sani
Data de Nascimento:23/05/1932
Posição:
Volante
Período no Corinthians:1965 a 1968
Jogos: 116
Gols:32
Títulos:Torneio Rio-São Paulo de 1966
FONTE: Adriano Garrett, GE.Net São Paulo (SP)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

ÍDOLO DO CORINTHIANS - DINEI O TORCEDOR QUE VIROU JOGADOR

Nenhum jogador se identificou tanto com a torcida do Corinthians quanto o atacante Dinei. Isto aconteceu pelo fato de o jogador ser, realmente, a torcida do Corinthians em campo. Antes de se tornar profissional, Dinei era integrante da Gaviões da Fiel, principal torcida organizada do Timão.
Quando perguntado sobre sua história, Dinei sempre diz que, quando era integrante da Gaviões, ele não gostava de ouvir brincadeiras dos adversários dizendo que o Corinthians não tinha títulos brasileiros, sendo um time regional. Ele mesmo diz que quis jogar futebol para tirar isto da história do clube. E conseguiu, com louvor.
Saindo do 'terrão' do Corinthians, o atleta se profissionalizou no ano de 1990, chegou a ser titular na campanha do primeiro titulo brasileiro da história do Timão, marcando, inclusive, o gol da vitória contra o Santos.
Mesmo não tendo sido titular durante toda a campanha, Dinei participou de partidas importantes, como os dois jogos contra o Atlético-MG nas quartas-de-final da competição, quando o Corinthians passou suado.
Após as duas vitórias do time contra o São Paulo, na final do Campeonato Brasileiro de 1990, Dinei se viu fazendo parte do primeiro elenco campeão nacional pelo Corinthians, cumprindo sua promessa.
Dois anos depois, ainda jovem, ele deixou o Corinthians e foi para o Grasshoppers, da Suíça, onde ficou por pouco tempo. Depois disso, rodou por Guarani, Portuguesa, Internacional e Cruzeiro, antes de chegar ao Coritiba e passar pelo pior momento de sua carreira: ser flagrado no exame antidoping por cocaína e ficar 240 dias longe dos gramados.
Depois de seu retorno, ele jogou por Fluminense e Guarani, antes de retornar ao Timão para completar seus feitos. Dinei participou, diretamente, da conquista do Campeonato Brasileiro de 1998, marcando o primeiro gol da equipe no primeiro jogo, quando o Cruzeiro fazia 2 a 0. Em seguida, ele virou garçom: serviu Marcelinho para empatar o jogo no Mineirão, serviu o próprio Marcelinho no empate em 1 a 1 no Morumbi e deu duas assistências no último jogo: para Edílson e Marcelinho, que fizeram 2 a 0 e finalizaram a festa do alvinegro.
Com este título, Dinei cravou seu nome na história do alvinegro, sendo o único jogador a participar de três títulos brasileiros pelo Corinthians. Depois, o fiel torcedor ainda conquistou mais títulos importantes, como o Mundial de Clubes da Fifa, em 2000, com participação mais discreta, assim como no Paulistão de 1999.
Nome:Claudinei Alexandre Pires
Data de Nascimento:10/09/1970
Posição:
Atacante
Período no Corinthians:1990 até 1992 e 1998 até 2000
Jogos: 194
Gols:34
Títulos:Campeonato Brasileiro de 1990, 1998 e 1999, Campeonato Paulista de 1999 e Mundial de Clubes da Fifa de 2000
Fonte: Gazeta Esportiva.net.

segunda-feira, 31 de março de 2014

DIDA - O GOLEIRO MAIS FRIO DA HISTORIA DO CORINTHIANS

O goleiro Dida é, provavelmente, o ídolo mais frio da história do Corinthians. O arqueiro, que jogou no alvinegro paulista por duas oportunidades, entre 1999 e 2000 e 2001 e 2002 não se assemelha a nenhum outro dos principais ídolos do clube.
O chamado "time do povo" sempre teve jogadores vibrantes, que comemoravam seus gols com a torcida, como faziam muitos atacantes e meias, ou que corriam muito em campo, como os volantes e laterais, ou até mesmo goleiros que gritavam e se exaltavam, como Ronaldo. Dida não se encaixa em nenhum destes papéis.
Dida era um goleiro frio, que dificilmente se exaltava. Sempre com poucas palavras, ele não aparecia muito em entrevistas, só falando o necessário e sempre demonstrando certa timidez.
A primeira coisa que chamava a atenção em Dida era sua altura. O goleiro tem 1,95m e isto o ajudava a exercer sua função com grande precisão.
O baiano nunca foi um goleiro que dava "pontes" espetaculares, ou fazia defesas espalhafatosas. Era muito comum ver Dida fechar o gol sem praticamente sujar seu uniforme, já que seu posicionamento era perfeito. Isto o ajudava a, inclusive, praticamente não sofrer gols de falta, já que conseguia se posicionar de maneira que fechava um lado do gol e ainda conseguia chegar ao outro com facilidade pela sua altura.
O grande trunfo que fez com que o arqueiro se tornasse grande ídolo da torcida, entretanto, era a sua capacidade em defender pênaltis. O goleiro se destacou neste quesito principalmente nas campanhas dos títulos Brasileiro de 1999 e o Mundial de 2000.
No Brasileirão, Dida defendeu, somente no mata-mata, três penalidades, as únicas cobradas contra sua meta durante o período. A primeira delas foi de Marcelo Souza, do Guarani. Depois veio o jogo mais marcante da carreira corintiana de Dida. Em 28 de novembro, o Corinthians venceu o São Paulo por 3 a 2 e, quando o placar já estava assim, o craque Raí teve duas oportunidades da marca da cal, mas acabou parando nas mãos do goleiro, que defendeu um pênalti em cada lado do gol.
Em 2000, ano do principal título da história alvinegra, Dida defendeu um pênalti do atacante francês Nicolas Anelka, do Real Madrid. Aquele jogo terminou 2 a 2 e, caso tivesse perdido, o Corinthians não teria ido à final.
Na final, inclusive, Dida defendeu o pênalti de Gilberto, na disputa de pênaltis, além de quase ter defendido a de Romário e ter visto Edmundo bater o seu para fora. Na hora do desperdício de Edmundo, inclusive, se vê toda a frieza de Dida, que saiu andando calmamente, sem parecer que havia acabado de se sagrar campeão mundial.
Nome:Nélson de Jesus Silva
Data de Nascimento:07/10/1973
Posição:
Goleiro
Período no Corinthians:1999/2000 e 2001/2002
Jogos: 94
Gols sofridos:122
Títulos:Campeonato Brasileiro de 1999, Mundial de Clubes da Fifa de 2000, Copa do Braisl de 2002 e Rio-São Paulo de 2002

Fonte: Leandro Sarhan, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

ÍDOLO DO CORINTHIANS - DEL DEBBIO

O zagueiro Armando Del Debbio teve, durante toda a sua vida, um grande motivo a se orgulhar: ele é o único jogador participou das três campanhas dos tricampeonatos paulistas do Corinthians, mesmo que em uma delas como treinador.
Ainda com 18 anos, Del Debbio assumiu a condição da titular da zaga alvinegra em 1922, quando ajudou a equipe a conquistar o primeiro título paulista de uma série de três, que só terminaria em 1924, com o primeiro tricampeonato da história do futebol paulista.
Depois disso, ele ficou, junto com a equipe, alguns anos sem conquistar títulos, só voltando a se sagrar campeão em 1928, mas iniciando outra série de três títulos. Nesta época, ele já formava o trio histórico com o goleiro Tuffy e o também zagueiro Grané, em uma zaga difícil de ser batida.Pouco tempo depois de seu segundo tri, Del Debbio se transferiu para a Lazio, da Itália, no ano de 1931. No futebol europeu, ele permaneceu até o ano de 1936, retornando para o futebol brasileiro e para o Corinthians em 1937.
Naquele ano, Del Debbio não participou da campanha toda, mas jogou quatro jogos e ajudou o time a conquistar o primeiro título paulista na era profissional do futebol, e também iniciando uma série de três títulos.
No ano em que completou 34 anos, 1938, Del Debbio assumiu o comando técnico do Corinthians, pendurando as chuteiras. Logo em sua primeira experiência como treinador, o Timão foi campeão paulista.
No ano de 1939, novamente como técnico, ajudou o time a se sagrar campeão paulista novamente, completando o terceiro tri. Naquele ano, inclusive, ele jogou em uma partida do Corinthians contra o Ypiranga, sendo, com isso, campeão como técnico e como jogador.
Dois anos depois, desta vez somente como técnico, Del Debbio também foi o responsável por mais um título paulista do alvinegro.
Durante suas passagens pelo Timão, o zagueiro participou de 215 partidas, marcando dois gols.

Nome:Armando Del Debbio
Data de Nascimento:02/11/1904
Posição:
Zagueiro
Período no Corinthians:1922 até 1931, 1937 e 1939
Jogos: 215
Gols:2
Títulos:Campeonato Paulista de 1922, 1923 e 1924, 1928, 1929 e 1930, 1937 e 1938


Fonte:http://www.gazetaesportiva.net
Leandro Sarhan

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

ÍDOLO DO CORINTHIANS - CLÁUDIO

É difícil imaginar uma estreia melhor do que essa para um jogador do Corinthians. Em um clássico contra o Palmeiras, em que tudo levava a crer que o placar não sairia do zero, o novato bate um escanteio e faz um gol olímpico, que dá números finais ao placar: 1 a 0 para o Timão. Pois foi exatamente assim que Cláudio Christóvam de Pinho se apresentou para a Fiel, em uma partida disputada em 1945.
Antes de chegar ao Corinthians, Claúdio já havia passado pelos rivais Palmeiras e Santos. Mas foi no clube do Parque São Jorge, onde atuou por 12 anos, de 1945 até 1957, que o atleta se firmou como eterno ídolo. Com 305 gols, o ponta-direita é até hoje o maior artilheiro da história do Corinthians, 39 à frente de Baltazar, o Cabecinha de Ouro, jogador com quem atuou durante toda a passagem pelo Timão.
Além da dupla, quem completava o ataque que fez história no início da década de 50, conquistando seis títulos em quatro anos (os Paulistas de 1951, 1952, e 1954 e os Rio-São Paulo de 1950, 1953 e 1954) era Luizinho, o Pequeno Polegar.
Nesse trio ofensivo, que marcou a fase mais vitoriosa da história do Corinthians antes do jejum de 23 anos sem títulos (até a conquista do Campeonato Paulista de 1977), Cláudio também ganhou um apelido. Ele era chamado de Gerente, pela liderança que tinha em campo, característica que o levou a ser capitão do Timão por dez anos.
Apesar de todo o sucesso atuando pelo Corinthians, uma das maiores decepções da carreira de Cláudio foi a de não ter tido uma carreira maior na seleção brasileira. Campeão Sul-americano de 1949 com a camisa do time nacional (que até então era branca), o jogador não foi chamado para a Copa de 1950, no Brasil. O então técnico Flávio Costa preferiu levar Alfredo II, do Vasco, em seu lugar, fato que é lembrado até hoje como uma das maiores injustiças em convocações para Mundiais.
Cláudio fez sua última partida pelo Corinthians em 29 de dezembro de 1957, na última rodada do Campeonato Paulista daquele ano, completando 549 jogos com a camisa alvinegra. Ainda no Timão, ele se tornou técnico em 1958, após a saída de Oswaldo Brandão. Em 14 meses no cargo Cláudio não obteve sucesso, e foi demitido em 1959.
Após essa passagem, o ídolo corintiano ainda arriscou uma volta aos gramados para jogar pelo rival São Paulo, onde encerraria definitivamente a carreira, em 1960. Com a passagem pelo clube do Morumbi, Cláudio se tornou um dos poucos jogadores a atuar pelos quatro grandes times paulistas.
Mas não há dúvidas sobre em qual clube Cláudio Christóvam de Pinho fez mais história, como bem prova o busto, em sua homenagem, que o craque ganhou no Parque São Jorge.
O maior artilheiro da história do Corinthians, com 305 gols, morreu em 1º de maio de 2000, vítima de problemas cardíacos.
Nome:Cláudio Christóvam de Pinho
Data de Nascimento:17/07/1922
Posição:
Ponta-direita
Período no Corinthians:1945 a 1957
Jogos: 549
Gols:305
Títulos:Campeonatos Paulistas de 1951, 1952 e 1954 e Torneios Rio-São Paulo de 1950, 1953 e 1954

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ÍDOLO DO CORINTHIANS - CASA GRANDE

Walter Casagrande Júnior teve uma ascensão meteórica no futebol profissional. Aos 18 anos, ainda sem ter atuado nos profissionais do Corinthians, o atleta foi para emprestado para a Caldense-MG, clube com o qual assinou o seu primeiro contrato profissional. Em Poços de Caldas, o atacante cabeludo, que tinha pinta de astro de rock, mostrou que merecia uma chance no Timão, marcando 19 gols ao todo, entre o Torneio Seletivo e o Campeonato Mineiro.
As boas atuações fizeram com que o jogador retornasse ao Parque São Jorge em 1982, desta vez para jogar na equipe profissional, ao lado de Sócrates, Biro-Biro, Wladimir, Zenon e Cia. Com este time, o Corinthians conquistou o Campeonato Paulista daquele ano e terminou em quarto lugar no Campeonato Brasileiro.
Paralelamente ao sucesso dentro de campo, os jogadores criaram a "Democracia Corintiana", movimento no qual cabia aos atletas, por meio do voto, decidir sobre assuntos como concentração, contratações, demissões e escalação da equipe, itens que anteriormente só ficavam a cargo dos dirigentes.
Em 1983, Casagrande conquistou o bicampeonato paulista com o Corinthians, mas logo a seguir se machucou e teve que passar por uma delicada cirurgia no menisco, fato que o tirou do restante da temporada.
No início do ano seguinte, Casagrande foi emprestado para o rival São Paulo para recuperar a forma. O Morumbi foi a casa do atacante por seis meses, tempo suficiente para marcar 11 gols e ser querido pela torcida tricolor.
Porém, a diretoria corintiana estava observando a evolução do atleta, e, logo na metade de 1984, Casagrande voltaria ao Timão, onde ficaria até o primeiro semestre de 86, quando foi vendido para o Porto, de Portugal, por US$ 1 milhão.
Logo na primeira temporada no exterior, Casagrande conquistou o título de clubes mais importante do mundo: a Copa dos Campeões da Europa, vencida em 1987. Apesar do sucesso em Portugal, o jogador aceitou na temporada seguinte uma proposta do Áscoli, time de menor expressão da Itália, e permaneceu brigando na parte debaixo da tabela (tendo inclusive caído para a segunda divisão italiana) durante quatro anos.
Em 1991, após recolocar o Áscoli na primeira divisão, Casagrande se transferiu para o Nápoli. As contusões perseguiram o atacante no novo clube, mas não o impediram de atuar por dois anos na equipe titular, tendo inclusive vencido a Copa da Itália de 1993.
Naquele mesmo ano, Casagrande voltaria ao Brasil após oito anos de Europa. O destino foi o Flamengo, onde teve uma passagem rápida, prejudicada pelos joelhos inflamados.
Um fato, no entanto, acelerou sua despedida do futebol carioca. No Campeonato Brasileiro de 1993, Flamengo e Corinthians se enfrentaram no Pacaembu. Mal começou a partida, e a Fiel torcida cantou: "Volta, Casão. Seu lugar é no Timão" alternando para "Doutor, eu não me engano. O Casagrande é corintiano".
O Corinthians venceu o jogo por 2 a 1, e o gol flamenguista, por ironia do destino, foi de Casagrande, que não escondeu a emoção de reencontrar a torcida corintiana. "Eu me preparei a semana inteira para ser hostilizado de todas as formas possíveis. Meia hora depois do jogo eu ainda estava emocionado", lembra.
Naquele dia ficou claro que o retorno ao Corinthians era questão de tempo, e ele aconteceu logo no início de 1994. Agora um homem de mais de 30 anos, experiente e chegando ao final de sua carreira, Casagrande atuou ao lado de então promessas do clube, como o atacante Marques e o recém-contratado Marcelinho Carioca.
Ao fim daquela temporada o jogador se retirou dos gramados, mas até hoje o ex-goleador dá mostras sobre o seu conhecimento sobre futebol, já que virou comentarista de TV.
Nome:Walter Casagrande Júnior
Data de Nascimento:15/04/1963
Posição:
Centroavante
Período no Corinthians:1982 a 1986 e 1994
Jogos: 256
Gols:103
Títulos:Campeonatos Paulistas de 1982 e 1983

Fonte: http://www.gazetaesportiva.net
Adriano Garrett, especial para a GE.Net 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

ÍDOLO DO CORINTHIANS - BIRO-BIRO

A carreira de Biro-Biro encontrou o Corinthians quando o então jovem jogador, que atuava nas categorias de base do Sport, do Recife, participou de uma partida amistosa contra a seleção brasileira de novos. O seu desempenho agradou Vicente Matheus, então presidente do Timão, que estava assistindo ao jogo e decidiu fazer todo o esforço necessário para contratar o garoto.
Apesar da alta pedida da diretoria do Sport por Biro-Biro, querendo 4,5 mil cruzeiros mais quatro jogadores juvenis, Matheus aceitou a proposta e trouxe o atleta para o Parque São Jorge.
No dia 10 de agosto de 1978, o presidente corintiano apresentou a segunda contratação do time, que já havia trazido Sócrates do Botafogo de Ribeirão Preto. "Eu falei que ia montar um time para brigar pelo título. Já trouxe o Sócrates e agora está chegando um garoto novo, que jogava em Recife. O nome dele é Lero Lero", se confundiu Matheus, que se tornou folclórico por gafes como essa.
Após passar por um período de testes de três meses, o jovem calmo, com cabelos e bigode oxigenados, ficou definitivamente no Corinthians, equipe que defenderia por 11 anos e onde conquistou quatro Campeonatos Paulistas.
Biro-Biro não demorou para virar titular do Corinthians, e para manter esta condição ele tinha como grande trunfo a raça e a versatilidade. Enquanto a primeira fazia com que a torcida corintiana se identificasse com o atleta, a segunda dava mais opções para os técnicos alvinegros, que escalavam o jogador em várias posições do meio-campo para a frente.
O atleta, que era considerado o 'pulmão' do Corinthians, conquistou seu primeiro título importante com a camisa do Corinthians em 1979, no Campeonato Paulista.
O melhor momento, porém, viria no bicampeonato de 1982 e 1983, quando a equipe que tinha Casagrande, Sócrates, Zenon e Cia. derrotou o São Paulo nas duas oportunidades. Na primeira dessas conquistas, Biro-Biro marcou dois gols na vitória por 3 a 1. No ano seguinte, foi o ponta-direita do segundo título.
Apesar do excelente desempenho em estaduais, tendo chegado em sete das 11 finais dos torneios que disputou, Biro-Biro não teve a mesma sorte no Campeonato Brasileiro. Neste torneio, as melhores posições que o Corinthians alcançou enquanto o jogador atuava foram os quarto lugares de 1982 e 1984.
Após marcar época no Corinthians, Biro-Biro se transferiu para a Portuguesa em 1989, e depois rodou por vários clubes do futebol brasileiro. No entanto, sem sombra de dúvidas, o atleta sempre será lembrado pela Fiel como um dos mais populares jogadores que já passaram pelo Corinthians.
Nome:Antônio José da Silva Filho
Data de Nascimento:18/05/1959
Posição:
Meio-campista
Período no Corinthians:1978 a 1988
Jogos: 589
Gols:75
Títulos:Campeonatos Paulistas de 1979, 1982, 1983 e 1988

Fonte: http://www.gazetaesportiva.net/
Adriano Garrett, especial para a GE.Net 

ÍDOLO DO CORINTHIANS - BASÍLIO "PÉ DE ANJO"

"Olha a festa do Brasil! Você enche de lágrimas os olhos desse povo! Você enche de felicidade o coração dessa gente! Corinthians, o grito sufocado de um povo! Um grito do fundo do coração de um torcedor! Depois de 20 anos, a Fiel está explodindo! 22, 23, duas dezenas de anos na cabeça desse povo! Tumultuando meu povo! O Corinthians vira explosão e vira o maior espetáculo do território brasileiro! Corinthians você é acima de tudo! É a alma desse povo!".
Estas palavras foram proferidas pelo narrador de rádio Osmar Santos, no dia 13 de outubro de 1977. Esta foi a narração de um dos gols mais importantes da história do Corinthians, o gol que fez com que João Roberto Basílio se tornasse um dos principais ídolos da história do clube, que fez com que um "simples" camisa 8 passasse a ser o Pé-de-Anjo.
O tão comentado gol foi no dia da redenção corintiana, o dia em que a nação corintiana voltou a gritar "É campeão!". Naquele dia, o Corinthians foi campeão paulista graças a Basílio, que marcou o único tento da partida contra a Ponte Preta.
O lance aconteceu aos 37 minutos da segunda etapa. Zé Maria bateu falta para dentro da área e Basílio tentou cabecear, mas apenas resvalou na bola. Em seguida, a bola sobrou para Vaguinho, que chutou com força, mas a bola acertou o travessão e quicou quase em cima da linha. No rebote, Wladimir cabeceou forte em cima do zagueiro da Ponte. A bola voltou no pé direito de Basílio, que fuzilou as redes adversárias, dando o primeiro título importante ao Timão desde 1954.
Segundo alguns relatos da história do clube, o técnico Oswaldo Brandão, então treinador do Corinthians, já havia avisado Basílio que ele seria o autor do gol histórico. O Pé-de-Anjo havia jogado deslocado pela ala direita nos dois primeiros jogos e voltou para o meio de campo no jogo decisivo.
Depois de tirar o Corinthians da mais incômoda fila de sua história, Basílio se tornou, instantaneamente, ídolo da Fiel Torcida alvinegra.
Em sua carreira pelo Timão, ele marcou 29 gols nos mais de 250 jogos que fez pelo Corinthians, durante seis anos.
Basílio jogou no Corinthians até o ano de 1981, tendo conquistado, além do Paulista de 1977, o mesmo campeonato de 1979. Depois disso, o Pé-de-Anjo foi técnico do Corinthians em algumas oportunidades: 1985, 1987, 1989/90 e 1992.
Nome:João Roberto Basílio
Data de Nascimento:04/02/1949
Posição:
Meio-campista
Período no Corinthians:1975 até 1981
Jogos: 253
Gols:29
Títulos:Campeonato Paulista de 1977 e 1979

Fonte: http://www.gazetaesportiva.net/
Leandro Sarhan, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

ÍDOLO DO CORINTHIANS - BALTAZAR

"Nunca fui bom com os pés, mas, com a cabeça, nem Pelé foi melhor que eu". Esta frase, que teria sido dita por Baltazar, jogador do Corinthians nos anos 40 e 50, justifica o apelido de um dos grandes ídolos da história do Timão: o Cabecinha de Ouro. O atleta, que chegou em 1945 no Corinthians, após curta passagem pelo Jabaquara, de Santos, se tornou, em doze anos, o segundo maior artilheiro do clube, com 267 gols, só perdendo para o seu companheiro Claúdio, que marcou 305. Apesar de se chamar Oswaldo Silva, o Cabecinha de Ouro usou nos gramados o nome de seu irmão, que também era jogador de futebol, mas que não conseguiu atingir sucesso nos gramados.


Nome:Oswaldo Silva
Data de Nascimento:14/01/1926
Posição:
Atacante
Período no Corinthians:1945 até 1957
Jogos: 402
Gols:267
Títulos:Campeonato Paulista de 1951, 52 e 54 e Torneio Rio-São Paulo de 1950, 53 e 54